Rick Foray

Rick Foray é um evento organizado anualmente pelo Micolab e que tem como proposta a realização de incursões a campo, acompanhadas de informações teóricas sobre fungos macroscópicos. Este evento é destinado especialmente a micólogos (profissionais e em formação) interessados em diversidade e taxonomia, bem como em biologia de fungos.

As incursões têm como objetivo agregar micólogos em trabalhos de campo, observando espécimes dos mais diversos grupos de macromicetes e ao mesmo tempo visa a discussão e compartilhamento de idéias a respeito de micologia nos aspectos descritos acima.

Pe. Johannes Rick foi escolhido para denominar esta atividade devido ao pioneirismo de seu trabalho em micologia no sul do Brasil. No período entre 1903, quando veio da Europa,  até 1946, ano de sua morte, Rick fez incursões no sul do Brasil. Ele trabalhou em colaboração com Lloyd, Rehm, Bresadola e Sydow, entre outros. Estas parcerias foram fundamentais para a publicação de informações científicas sobre fungos coletados no Brasil. Tais publicações estão entre as primeiras em divulgar a diversidade micológica no Brasil. Rick é considerado, por muitos, o pai da micologia brasileira.
Sua maior coleção de exsicatas de fungos – Fungi Rickianii – está depositada no Herbarium Anchieta (PACA), em São Leopoldo, RS. E vários espécimes estão depositados em herbários em outras partes do mundo.

Uma tradição no Rick Foray (RF) é a entrega do Prêmio Linguiça (ou Sausage Award). Essa tradição começou em 2011 quando um projeto de colaboração entre o Bryn Dentinger (Kew Gardens) e a Maria Alice Neves (PPG FAP, MICOLAB UFSC) tinha como objetivo encontrar Allantula difusa, coletado na década de 40 por Corner, depositado no Museu Nacional do RJ, e descrito como tendo uma basidioma em forma de linguiça. O fungo premiado é geralmente escolhido pelos micólogos ou pesquisadores convidados do Foray. Os critérios de escolha mudam de acordo com os juízes e podem variar desde o fungo mais estranho, bizarro, raro ou comum, bonito ou feio, menor ou maior… O coletor do fungo vencedor ganha o cobiçado prêmio. Qual o prêmio? Uma série de três linguiças feitas de crochê vermelho na forma de um colar (ver fotos abaixo). A autora do prêmio é Rachel Mason, que estava presente na edição de 2011. É condição sine qua non que o prêmio volte ao RF na edição seguinte para ser passado ao novo vencedor. O coletor vencedor pode leva-lo em mãos participando do próximo RF. Ou, na impossibilidade de comparecer ao RF seguinte, se compromete a enviá-lo por intermédio de alguém ou pelos correios.

Veja fotos e outras informações das edições das expedições: